quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quem vai ao Pará parou, tomou açaí ficou!

Minha terra tem cores, tem texturas, tem misturas, tem sabor, minha terra tem calor, tem a chuva no fim da tarde,por isso e muito mais venha conhecer o Pará e o seu povo acolhedor!
Eu falo égua, como o açaí, bebo o tucupí e danço brega, eu tenho orgulho de ser paraense!

Eliene Vila Nova

Sim eu tenho a cara do saci,o sabor do tucumã
Tenho as asas do curió,e namoro cunhatã
Tenho o cheiro do patchouli e o gosto do taperebá
Eu sou açaí e cobra grande

O curupira sim saiu de mim, saiu de mim, saiu de mim...

Sei cantar o "tár" do carimbó, do siriá e do lundú
O caboclo lá de Cametá e o índio do Xingu
Tenho a força do muiraquitã

Sou pipira das manhãs
Sou o boto, igarapé
Sou rio Negro e Tocantins

Samaúma da floresta, peixe-boi e jabuti
Mururé filho da selva
A boiúna está em mim

Sou curumim, sou Guajará ou Valdemar, o Marajó, cunhã...
A pororoca sim nasceu em mim,nasceu em mim, nasceu em mim...

Se eu tenho a cara do Pará, o calor do tarubá
Um uirapuru que sonha
Sou muito mais...
Eu sou, Amazônia!

Nilson Chaves


O Pará é um dos Estados do Norte do Brasil. É em seu território que o rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico.
A rica natureza amazônica dotou o Pará de praias oceânicas e de água doce, áreas de floresta virgem, serras, lagos e a maior parte dos rios amazônicos.



Sua capital, Belém, é uma das cinco maiores regiões metropolitanas brasileiras e dispõe de completa infra-estrutura urbana. Abriga uma das maiores universidades do Brasil, e dispõe de um significativo conjunto de museus, espaços culturais eruditos e populares, amplamente utilizados pelos seus residentes, quase dois milhões de habitantes.

Ver-o-Peso, Belém, Pará.. Foto: Maurício de PaivaCom uma cultura de forte herança indígena, mesclada por levas de migrantes europeus, africanos e asiáticos, o Pará tem ritmos e paladares próprios: a generosa natureza amazônica fornece a matéria prima para uma gastronomia de toques exóticos, já presente em restaurantes internacionais; para instrumentos musicais, peças de decoração, e manifestações folclóricas exclusivas.

A berlinda no Círio de Nazaré. Foto: Salvador ScofanoOs atrativos naturais estão em todas as regiões do Pará. Na capital, Belém, há espaços culturais e de entretenimento, com ênfase no patrimônio histórico. Belém é também porta para o turismo de negócios.

E no mês de outubro se transforma na capital do turismo religioso. É o "Natal" dos paraenses: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

Já na Costa Atlântica, em especial Salinópolis, o destaque é para as praias de oceano. Elas somam mais de 20 quilômetros de extensão.

Encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas. Foto: João RamidNo oeste do Estado, o turista encontra o Tapajós, onde está Santarém, conhecida como a "Pérola do Tapajós". Praias fluviais exóticas onde pode-se apreciar o encontro entre as águas barrentas do rio Amazonas com as águas esverdeadas do Tapajós.

Um espetáculo formado por rios que correm juntos por quilômetros, sem se misturar. Lá está a praia mais famosa, Alter do Chão, conhecida como "Caribe Amazônico".

Para quem procura turismo ecológico, o rumo é o Marajó. Maior ilha flúvio-marítima do mundo, localizada na foz do Amazonas, possui inúmeras atrações. Da culinária aos cenários de pantanal com riqueza de flora e fauna, o Marajó é lugar para lembrar que a natureza é mãe de todas as belezas. E que a vida merece momentos de silêncio e contemplação.

GASTRONOMIA

Cheiros, cores e sabores do Pará

Foto: Luiz BragaA floresta amazônica - fonte de inspiração para os índios em diversos setores – também originou uma das mais típicas e surpreendentes cozinhas do Brasil. Da natureza rica em ervas, frutos, sabores e cheiros nasceu a gastronomia paraense. É considerada a mais autêntica e exótica do país e responsável por colocar o Pará em destaque no roteiro turístico gastronômico nacional e internacional.

Entre os pratos típicos mais conhecidos estão a caldeirada, o caruru , a maniçoba e o pato no tucupi. Muitos deles levam como ingredientes o jambu e o tucupi, acompanhamentos inseparáveis e inesquecíveis para quem experimenta.

Foto: Luiz BragaAs frutas regionais complementam o cardápio. Uma diversidade que pode ser encontrada na Feira do Ver-o-Peso, em Belém, e, de quebra, consumida em doces e sorvetes, compondo maravilhosas sobremesas - um destaque a mais da culinária paraense. Como exemplos, o cupuaçu, o bacuri, o taperebá e a própria manga, esta muito encontrada em feiras e nas ruas da capital.

O açaí é um dos frutos mais apreciados pelos paraenses e por quem visita o Pará. Dele é extraída uma espécie de suco grosso, de cor arroxeada, não alcoólico. Os paraenses o consomem misturado com farinha d’água ou de tapioca, e geralmente acompanhado de peixe frito, camarão assado, ou alguma outra carne salgada.

O Pará é pai d'égua!

O Pará é um dos poucos estados do Brasil onde o pronome 'tu' é marca registrada do linguajar cotidiano. E, no caso dos paraenses, utilizando a conjugação correta do verbo. Sem contar expressões como o "pai d'égua"- que denota tudo aquilo que se gosta, que se admira, que se valoriza. Um charme que para muitos parece palavrão. Mas não há turista que, em pouco tempo no Pará, não comece a achar tudo pai d'égua por aqui!

Para que não te percas no universo do falar paraense, navega nestas palavras:


Axi
Em geral exprime desprezo, desdém, zombaria, nojo, surpresa, indiferença ou, mesmo, raiva.

Caribé
Espécie de mingau feito com farinha, água, alho, sal e manteiga. Tradicionalmente tomado na cuia.

Cuscuz
Espécie de bolo feito com fubá de milho, côco ralado, açúcar e outros ingredientes. É cozido geralmente no vapor d'água e comido "ensopado" no leite de côco.

Cuíra
Ânsia muito grande, desejo compulsivo.

Égua
Não, calma, você não está sendo xingado! O paraense fala égua para expressar que algo é muito, para mostrar surpresa, admiração.

Jambu
Erva que ao ser mastigada dá uma sensação de “estremecimento” na boca. Bastante utilizada na culinária paraense, principalmente nos pratos que levam tucupi.

Maniçoba
Iguaria feita de maniva triturada (folhas de mandioca e/ou de macaxeira), carnes bovinas e carnes suínas salgadas.

Maninho (a)
Maneira carinhosa de tratar alguém, mesmo se tratando de pessoa estranha, desconhecida.

Nadinha
Expressão típica nortista. Parcela mínima de qualquer coisa. O paraense, em geral, usa, na linguagem coloquial, o diminutivo das palavras, com freqüência. Assim, nadinha, agorinha, de noitinha, etc.

Pavulagem
No Pará, a palavra ganha o significado de malcriação, excesso de condescendência, preguiça, birra, tolice.

Pitiú
Odor forte, semelhante ao de peixe; cheiro de maresia; cheiro desagrável.

Papa-Chibé
O paraense é conhecido e se define como papa-chibé. A palavra Tupi significa "bebida feita com água". Na verdade, é uma mistura simples de água e farinha de mandioca. Na maioria dos lares ribeirinhos o chibé é a mais importante das comidas.

Pixé
Mau cheiro concentrado de suor, de urina, entre outros odores indesejáveis.

Sabrecar
Chamuscar levemente.

Tacacá
Alimento feito com mingau de goma onde se juntam o tucupi, camarão salgado e folhas de jambu. É, tradicionalmente, tomado em cuia.

Tucupi
O sumo é extraído da mandioca e vira uma espécie de molho feito com água-de-goma e pimenta, base da culinária paraense.

Trapiche
Lugar onde ancoram embarcações, exceto as de grande calado. Construção do tipo palafita, geralmente feita de madeira.

Toró
Chuva torrencial

Tiquinho
Expressão típica cabocla que significa pequeníssima porção de qualquer coisa, num modo bem abrangente.


CULTURA

Foto: Salvador ScofanoTexturas, cores, materiais e formatos variados compõem a rica e diversificada cultura que o turista vai encontrar quando chegar ao Pará. O artesanato é marcado por peças inspiradas nas milenares civilizações indígenas e jóias produzidas com matérias-primas encontradas na própria natureza que reproduzem não só a criatividade dos artesãos, mas um pouco do que é o Pará.

Além do artesanato e das jóias, o Estado é palco da leveza e sensualidade de danças típicas como o carimbó e o lundu. Passos marcados por músicas onde o falar paraense dá o tom e registra a identidade do povo.

Para completar o caleidoscópio cultural, o Pará eterniza personagens de lendas amazônicas como o Uirapuru e o Boto, por meio de apresentações culturais que se replicam em vários cantos do Estado. E que registram no imaginário popular o que o mundo real se permite apreciar e também sonhar. Venha para o Pará e conheça toda a diversidade cultural deste Estado!


Folclore que eterniza a cultura indígena

Ilustração: Antônio Elielson Sousa da RochaBotos que se transformam em homens e encantam mulheres; personagens que protegem animais e plantas da floresta, desnorteando caçadores; e crianças geradas por índias grávidas da cobra-grande.

São algumas das lendas que compõem o folclore amazônico, como o Mapinguari (ilustração ao lado). Encantam e perpetuam histórias contadas por índios e replicadas pela imaginação popular nas festas paraenses no interior do Estado.


CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ EM BELÉM:

Espírito natalino em pleno mês de outubro

Foto: Carlos SilvaSão quase 300 anos de uma história em que protagonistas anônimos reúnem-se para expressar a crença em Nossa Senhora de Nazaré.

O Círio é o momento ímpar de devoção, fé e amor, quando milhares inundam as ruas de Belém do Pará, na maior procissão de fé cristã católica, no segundo domingo de outubro.

Espetáculos de devoção se multiplicam e emocionam o Pará de muitos círios. Grandes e pequenos. Centenários e recentes. Diferentes entre si, mas todos, exemplos de fé.

Entre eles, porém, um se destaca pela força e a grandeza da festa: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. São quase dois milhões de pessoas, entre acompanhantes e espectadores, percorrendo 4,5 quilômetros até a Praça Santuário, em frente à Basílica.
Durante o Natal dos paraenses, como o círio é chamado pelo amazônidas, a cidade fervilha culturalmente.


Texto e informações: http://www.paratur.pa.gov.br/para/para.asp


17 comentários:

Márcia disse...

Cupuaçu...açai...cuscuz...dá pra vc ir me buscar no aeroporto ?!?!?! rsrsrsrs
Obrigada pelo carinho lindinha !!! É que não me achei lá na lista de blogs e deprimi...rs...
Beijim

Natália disse...

hhhuuummm, açaí é tudo de bom!

delícia!
bjokas,NA

Fernanda de Oliveira disse...

Huuummmmm, delícia!

Beijocas.

Nana disse...

Menina que louca hahaha
Depois do nosso papo vc criou esse post que mais parece um pedacinho do livro de Geografia.
Bjss amiga

Maria das Graças disse...

Eliene, que maravilha é sua terra!
Adoro viajar, estou encantada com toda essa sua postagem sobre o Pará. Com certeza vou me progamar para conhecer sua linda terra.

Um grande abraço.

lika disse...

olá amiga querida...adorei conhecer sua terra,vc mora no paraíso...ai não faz frio não?...eu sou do sul,agfora aqui ta uns 5 graus,muito frio mesmo,mas amo tbém minha terra,o frio agente acostuma...qualquer dia vou postar alogumas coisas da minha terra para vcs amigas conhecerem....parabéns sua terra ér linda
um abraço
com carinho
Lika

Priscila disse...

Eliene querida, já vi bastante foto de lugares bonitos no Pará, depois que minha irmã começou a namorar um Paraense ela vive por aí passeando e namorando, eles vivem em uma ponte aérea Pará-Ceará,rsrs, tudo indica que quando se casarem,irão morar aí, então vou ter que fazer algumas visitas ao Pará para matar as saudades da irmãzinha, quem sabe não irei lhe visitar????...rsrs
Bjs querida....

Isabela Kastrup disse...

Olá lindona, adoooro açaí. Isso aí é tudo de bom, hein?
Beijinhos

Karen disse...

Sou louca para pegar minha mochila e conhecer o Pará!
Andar sem prazo e preocupação.
Está na minha lista de metas.

Prazer conhecer seu blog. ;)

Fatima disse...

Ai que vontade que deu de ir pro Pará!
Bjs.

Karina de Souza disse...

OI!

Deu vontade de conhecer o Pará!
Parece ser tudo tão gostoso...

Bj

Karina
www.blig.com.br/maisleve

ana sinhana disse...

Tínhamos por perto um casal de amigos paraense, que se mudou para Brasília. Eles eram super festeiros, animadíssimos e faziam as melhores festas!
E foi lá na casa deles que provei muitas delícias paraenses (pato no tucupi foi uma delas).
Um dia ainda irei conhecer sua terra! E provar as delícias ao vivo!
Bj

Lena disse...

Ainda não conheço as beleza do seu estado, mas agora fiquei babando e a vontade ficou muito forte, qqer hr apareço por aí, afinal não estou tão longe assim , não é??
bjs amiga, tenha um lindo final de semana,
lena

Isabel Cristina disse...

Oi Eliene, linda sua terra!! Parabéns por demonstrar este amor pela sua terra Natal! Cultive suas origens no seu coração, isto nos torna pessoas mais felizes e sábias! Querida, na próxima semana meu bloquinho vai completar 01 ano e vou lançar uma promoção. Não esqueça de me visitar para ficar sabendo dos detalhes da promoção! Sua participação será benvinda!!! Beijos e ótimo fim de semana!

Laély disse...

Tô de prova que essa terra é boa demais!

Tricia disse...

oi Eliene! prazer em te conhecer! Achei seu blog por acaso no google, e adorei! Acho até que temos muitas coisas em comum... estive na sua cidade no carnaval, e adorei! aliás, ainda sinto falta de lá... será que é porque eu comi muito açaí? Heheh beijos

AnselmaDuarte disse...

Que saudade! Em 1974 passei 3 meses em Belém,foi inesquecível!
Meu pai é paraense e minha mãe de Natal eu Carioca. Eu sou privilégiada.Tinha 18anos,fiquei 2 semanas em salinas amei,conheci todos pontos turístico,(Morro da coca ,atálaia...) amei as frutas,mais o cupuaçu é bom de mais,que delicia!. Amei Belém do Pará. Uma cidade linda, hospitaleira . Parabéns gostei muito do seu blog. Minha família e Alves Duarte. Bjos

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