A benção Minha Mãe,Rainha da Amazônia.
Um Feliz Círio!
Eliene Vila Nova
Sim eu tenho a cara do saci,o sabor do tucumãO curupira sim saiu de mim, saiu de mim, saiu de mim...
Sei cantar o "tár" do carimbó, do siriá e do lundú
O caboclo lá de Cametá e o índio do Xingu
Tenho a força do muiraquitã
Sou pipira das manhãs
Sou o boto, igarapé
Sou rio Negro e Tocantins
Samaúma da floresta, peixe-boi e jabuti
Mururé filho da selva
A boiúna está em mim
Sou curumim, sou Guajará ou Valdemar, o Marajó, cunhã...
A pororoca sim nasceu em mim,nasceu em mim, nasceu em mim...
Com uma cultura de forte herança indígena, mesclada por levas de migrantes europeus, africanos e asiáticos, o Pará tem ritmos e paladares próprios: a generosa natureza amazônica fornece a matéria prima para uma gastronomia de toques exóticos, já presente em restaurantes internacionais; para instrumentos musicais, peças de decoração, e manifestações folclóricas exclusivas.
Os atrativos naturais estão em todas as regiões do Pará. Na capital, Belém, há espaços culturais e de entretenimento, com ênfase no patrimônio histórico. Belém é também porta para o turismo de negócios.
E no mês de outubro se transforma na capital do turismo religioso. É o "Natal" dos paraenses: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Já na Costa Atlântica, em especial Salinópolis, o destaque é para as praias de oceano. Elas somam mais de 20 quilômetros de extensão.
No oeste do Estado, o turista encontra o Tapajós, onde está Santarém, conhecida como a "Pérola do Tapajós". Praias fluviais exóticas onde pode-se apreciar o encontro entre as águas barrentas do rio Amazonas com as águas esverdeadas do Tapajós.
Um espetáculo formado por rios que correm juntos por quilômetros, sem se misturar. Lá está a praia mais famosa, Alter do Chão, conhecida como "Caribe Amazônico".
Para quem procura turismo ecológico, o rumo é o Marajó. Maior ilha flúvio-marítima do mundo, localizada na foz do Amazonas, possui inúmeras atrações. Da culinária aos cenários de pantanal com riqueza de flora e fauna, o Marajó é lugar para lembrar que a natureza é mãe de todas as belezas. E que a vida merece momentos de silêncio e contemplação.
GASTRONOMIA
Cheiros, cores e sabores do Pará
A floresta amazônica - fonte de inspiração para os índios em diversos setores – também originou uma das mais típicas e surpreendentes cozinhas do Brasil. Da natureza rica em ervas, frutos, sabores e cheiros nasceu a gastronomia paraense. É considerada a mais autêntica e exótica do país e responsável por colocar o Pará em destaque no roteiro turístico gastronômico nacional e internacional.
Entre os pratos típicos mais conhecidos estão a caldeirada, o caruru , a maniçoba e o pato no tucupi. Muitos deles levam como ingredientes o jambu e o tucupi, acompanhamentos inseparáveis e inesquecíveis para quem experimenta.
As frutas regionais complementam o cardápio. Uma diversidade que pode ser encontrada na Feira do Ver-o-Peso, em Belém, e, de quebra, consumida em doces e sorvetes, compondo maravilhosas sobremesas - um destaque a mais da culinária paraense. Como exemplos, o cupuaçu, o bacuri, o taperebá e a própria manga, esta muito encontrada em feiras e nas ruas da capital.
O açaí é um dos frutos mais apreciados pelos paraenses e por quem visita o Pará. Dele é extraída uma espécie de suco grosso, de cor arroxeada, não alcoólico. Os paraenses o consomem misturado com farinha d’água ou de tapioca, e geralmente acompanhado de peixe frito, camarão assado, ou alguma outra carne salgada.
O Pará é pai d'égua!
O Pará é um dos poucos estados do Brasil onde o pronome 'tu' é marca registrada do linguajar cotidiano. E, no caso dos paraenses, utilizando a conjugação correta do verbo. Sem contar expressões como o "pai d'égua"- que denota tudo aquilo que se gosta, que se admira, que se valoriza. Um charme que para muitos parece palavrão. Mas não há turista que, em pouco tempo no Pará, não comece a achar tudo pai d'égua por aqui!
Axi
Em geral exprime desprezo, desdém, zombaria, nojo, surpresa, indiferença ou, mesmo, raiva.
Caribé
Espécie de mingau feito com farinha, água, alho, sal e manteiga. Tradicionalmente tomado na cuia.
Cuscuz
Espécie de bolo feito com fubá de milho, côco ralado, açúcar e outros ingredientes. É cozido geralmente no vapor d'água e comido "ensopado" no leite de côco.
Cuíra
Ânsia muito grande, desejo compulsivo.
Égua
Não, calma, você não está sendo xingado! O paraense fala égua para expressar que algo é muito, para mostrar surpresa, admiração.
Jambu
Erva que ao ser mastigada dá uma sensação de “estremecimento” na boca. Bastante utilizada na culinária paraense, principalmente nos pratos que levam tucupi.
Maniçoba
Iguaria feita de maniva triturada (folhas de mandioca e/ou de macaxeira), carnes bovinas e carnes suínas salgadas.
Maninho (a)
Maneira carinhosa de tratar alguém, mesmo se tratando de pessoa estranha, desconhecida.
Nadinha
Expressão típica nortista. Parcela mínima de qualquer coisa. O paraense, em geral, usa, na linguagem coloquial, o diminutivo das palavras, com freqüência. Assim, nadinha, agorinha, de noitinha, etc.
Pavulagem
No Pará, a palavra ganha o significado de malcriação, excesso de condescendência, preguiça, birra, tolice.
Pitiú
Odor forte, semelhante ao de peixe; cheiro de maresia; cheiro desagrável.
Papa-Chibé
O paraense é conhecido e se define como papa-chibé. A palavra Tupi significa "bebida feita com água". Na verdade, é uma mistura simples de água e farinha de mandioca. Na maioria dos lares ribeirinhos o chibé é a mais importante das comidas.
Pixé
Mau cheiro concentrado de suor, de urina, entre outros odores indesejáveis.
Sabrecar
Chamuscar levemente.
Tacacá
Alimento feito com mingau de goma onde se juntam o tucupi, camarão salgado e folhas de jambu. É, tradicionalmente, tomado em cuia.
Tucupi
O sumo é extraído da mandioca e vira uma espécie de molho feito com água-de-goma e pimenta, base da culinária paraense.
Trapiche
Lugar onde ancoram embarcações, exceto as de grande calado. Construção do tipo palafita, geralmente feita de madeira.
Toró
Chuva torrencial
Tiquinho
Expressão típica cabocla que significa pequeníssima porção de qualquer coisa, num modo bem abrangente.
Texturas, cores, materiais e formatos variados compõem a rica e diversificada cultura que o turista vai encontrar quando chegar ao Pará. O artesanato é marcado por peças inspiradas nas milenares civilizações indígenas e jóias produzidas com matérias-primas encontradas na própria natureza que reproduzem não só a criatividade dos artesãos, mas um pouco do que é o Pará.
Além do artesanato e das jóias, o Estado é palco da leveza e sensualidade de danças típicas como o carimbó e o lundu. Passos marcados por músicas onde o falar paraense dá o tom e registra a identidade do povo.
Para completar o caleidoscópio cultural, o Pará eterniza personagens de lendas amazônicas como o Uirapuru e o Boto, por meio de apresentações culturais que se replicam em vários cantos do Estado. E que registram no imaginário popular o que o mundo real se permite apreciar e também sonhar. Venha para o Pará e conheça toda a diversidade cultural deste Estado!
Botos que se transformam em homens e encantam mulheres; personagens que protegem animais e plantas da floresta, desnorteando caçadores; e crianças geradas por índias grávidas da cobra-grande.
São algumas das lendas que compõem o folclore amazônico, como o Mapinguari (ilustração ao lado). Encantam e perpetuam histórias contadas por índios e replicadas pela imaginação popular nas festas paraenses no interior do Estado.
Espírito natalino em pleno mês de outubro
São quase 300 anos de uma história em que protagonistas anônimos reúnem-se para expressar a crença em Nossa Senhora de Nazaré.
O Círio é o momento ímpar de devoção, fé e amor, quando milhares inundam as ruas de Belém do Pará, na maior procissão de fé cristã católica, no segundo domingo de outubro.
Com um extenso litoral atlântico, e uma grande malha fluvial, o Pará tem centenas de praias, tanto oceânicas, localizadas na Amazônia Atlântica, pólo turístico no leste do Estado, como fluviais, estas em quase todos os rios. Exceto em Belém, Barcarena e na região do Marajó, as praias fluviais são temporárias, e ocorrem no período de vazante dos rios, que varia conforme sua localização. Na Amazônia Atlântica, as praias oceânicas da estância de veraneio de Salinópolis são extensas e contam com infra-estrutura turística completa.
O município fica na zona do Salgado – Amazônia Atlântica, onde encontramos belas praias oceânicas, como as de Marudá e Algodoal; ou ainda Ajuruteua, em Bragança. A Amazônia Atlântica possui uma mistura equilibrada de praias oceânicas, manguezais e ilhas selvagens. Não é raro encontrar, nas estradas que levam à região, bandos de guarás.
Salinópolis é uma estância hidro-mineral, e ao visitá-la não esqueça de beber um pouco da água da Fonte do Caranã, no centro da cidade. Atalaia, Corvina, Maçarico - a mais antiga -, Farol Velho, Cocal, Marieta e Pilão são as riquezas de Salinópolis. São mais de 20 km de praias de água salgada e dunas de areia fina nas proximidades do rio Pará.
No Atalaia, um lago de água doce limpa, conhecido como lago da coca-cola, é parada certa para quem quer se refrescar um pouco da água salgada. Mais distante e selvagem, a praia da Marieta é a preferida dos surfistas, mas o acesso até lá é feito exclusivamente em barcos.
Morro da Coca-Cola